08 janeiro, 2012

Terrão chega para ser o líder do Galo na Série A-3

Entrevista - Terrão - Independente by suidedos


Um dos principais destaques do Independente para a disputa do Campeonato Paulista da Série A-3 e homem de confiança do técnico Sandro Gomes, André Luiz da Silva tem 35 anos e uma vitalidade impressionante dentro de campo. Terrão, como é conhecido no meio do futebol, é um sujeito simples, de fala mansa e de pouca intimidade com os microfones. Nascido na capital paulista, começou a jogar futebol aos 13 anos no time do Nacional, onde permaneceu por 10 anos. Passou por times importantes do futebol brasileiro como Juventus, Ituano, Ponte Preta, Paraná Clube, Ulbra-RS, Novo Hamburgo e Caxias-RS. Na Grécia, teve passagem pelo Skoda Xanthi e, ao ser perguntado sobre as conquistas ao longo da carreira, lembrou de algumas com carinho.

"Sem dúvida, a mais importante, foi a do Campeonato Brasileiro da Série C com o Ituano em 2003. Uma das conquistas que mais tenho na lembrança tendo em vista a dificuldade que passamos para conseguir levantar a taça. Na Ulbra, conquistamos o título da Copa do Estado que também carrego na lembrança. Tínhamos uma equipe determinada e cheia de disposição. Na Grécia, apesar da curta passagem, também conquistei um título regional. Tive uns quatro ou cinco títulos e a minha vida profissional foi muito vitoriosa. Disputei várias finais e também perdi algumas. Espero que no Independente a minha passagem seja positiva e marcante com o acesso para a Série-A2", destacou.

Nos últimos dois clubes que jogou, o jogador de 1,67cm teve a parceria do técnico Sandro Gomes no comando técnico. Na campanha do Taboão da Serra, Campeão da Segundona e também na boa passagem do Sumaré no Campeonato Paulista da Segunda Divisão do ano passado. A parceria entre o jogador e o técnico vem de longa data.

"Conheço o Sandro há mais de 20 anos e sei do profissionalismo dele que é exemplar. Tivemos a felicidade de ser campeões com o Taboão da Serra e tenho certeza que o trabalho que está sendo desenvolvido no Galo, dará resultado. Ele cobra demais de cada atleta e nós sabemos a importância de cumprir as determinações", explicou.

Dona Nice, sua mãe, foi a responsável pelo apelido que dura até os dias de hoje. "Eu tinha a mania de brincar o tempo inteiro no chão e ela não gostava. Até por que, minha roupa sujava o tempo todo. De tanto observar o meu contato com a terra, colocou o apelido de Terrão", disse o jogador com o sorriso no rosto.

Falando sobre a importância de ser o líder do atual elenco, ele faz questão de chamar a responsabilidade.

"Já conheço a maioria dos jogadores e, por isso, acabo me tornando o líder de forma natural. Como tenho 35 anos e a maioria das jogadas passam por mim, acabo sendo um exemplo para os demais. Se não correr, me dedicar, tiver força de vontade e não ralar, não venceremos as partidas. Nos dias de hoje, 80% da preparação é dedicada a parte física. Estamos focados e precisamos estar voando para o início do campeonato contra o São Bento no dia 29", afirmou.

Terrão também contou sobre o segredo da ótima condição física.

"Primeiramente, aplicação no treinamento. Sempre que acaba o que é determinado pelo técnico, fico treinando sozinho para fortalecer a parte física. Não tenha dúvida que uma alimentação regrada também ajuda. Certamente tenho mais três anos de futebol em alto nível".

Dentro do grupo, é notório o carinho e o respeito que todos tem por ele. O pai de Eduarda Nicoli, de cinco anos, deixa o seu recado para a torcida.

"Tenho o objetivo de que unidos, vamos conquistar o acesso para a Série A-2. Vamos entrar com a mesma pegada e determinação que tivemos na partida contra o União Barbarense durante todo o Campeonato. Estamos no caminho certo e ao lado desta torcida maravilhosa, conquistaremos o nosso objetivo. A torcida pode ficar tranquila pois no que depender de nós, não faltará vontade", finalizou.

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