01 março, 2011

Cade não impedirá a Rede Globo de negociar diretamente com os clubes.


Nesta terça-feira, o imbróglio envolvendo a negociação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro viverá mais um capítulo importante. O presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, e o diretor executivo da entidade, Ataíde Gil Guerreiro, terão uma reunião com o presidente interino do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Fernando Furlan, para tratar do assunto.

Segundo reportagem publicada pelo diário LANCE! nesta terça-feira, os dois cartolas devem sair do encontro com más notícias. O Cade não pretende interferir na negociação em separado de alguns clubes com as emissoras de televisão, como pretendia o C13, que quer negociar em bloco.

Por outro lado, o órgão deve defender mais uma vez a livre concorrências entre as emissoras interessadas na compra dos direitos do Brasileirão. Sendo assim, os clubes não poderiam, para o Cade, simplesmente escolher uma emissora e negociar diretamente com ela. Teriam de realizar a concorrência baseada em critérios objetivos e claros.

Já anunciaram que pretendem negociar individualmente os direitos de transmissão de suas partidas clubes importantes como Corinthians (que pediu sua desfiliação do C13), Coritiba, Cruzeiro, Grêmio, Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo. Palmeiras e Santos devem oficializar essa posição nos próximos dias. São Paulo, Atlético-MG, Atlético-PR e Bahia não devem sair da entidade nem optar pela negociação à parte.

Enquanto o C13 e o Cade se reúnem, a Rede Globo, atual detentora dos direitos de transmissão do Brasileirão e que anunciou no fim de semana que não pretendia participar da concorrência (a TV Record e a RedeTV! são as outras emissoras da televisão aberta interessadas na aquisição do campeonato), já definiu seu próximo alvo: é o Internacional, um dos pilares do bloco da "situação", ou seja, da cúpula do C13.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, executivos da emissora seguirão nesta semana a Porto Alegre para um encontro com dirigentes do Internacional. De forma oficial, o clube gaúcho defendeu "a negociação coletiva dos contratos de direitos de TV", de acordo com o vice-presidente executivo colorado, Aod Cunha. Mas, internamente, diz o jornal, a pressão é grande para que o Inter siga o mesmo caminho do Grêmio e negocie à parte.

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