13 agosto, 2010

Não é apenas uma sexta-feira!


Mais uma sexta-feira 13, para os mais supersticiosos hoje é dia do azar, sexta feira 13, dia que o Jason sai para matar as pessoas… hehehe. Saindo da ficcão e voltando para a realidade, hoje é um dia voltado para as supertições e confesso que sou uma pessoa supersticiosa e se você é assim como eu lhe darei algumas dicas:

- Não passe em baixo de escadas
- Tenha muito cuidado com os espelhos, ou então é 7 anos de azar
- Cuidado com os gatos Pretos

Na verdade essa do gato Preto eu acho preconceito, coitado só porque ele é preto, hehehe (nada haver). Existem várias histórias de como surgiu esse dia, mais ninguém sabe de onde veio essas supertições, eu sou superticiosa porque acredito em tudo que me dizem e como a minha vó me diz muitas coisas ...

Alumas historias dizem que esse provém dos cristãos, mas mais antigo que isso, porém, são as duas versões que provêm de duas lendas da mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa.

Segundo outra lenda, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem à palavra friadagr = sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, a lenda transformou Friga em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio. Os 13 ficavam jogando pragas aos humanos.


Na verdade nada disso foi realmente comprovado e acho que nem que vai ser!


-> Então pegue seu pé-de-coelho, trevo de quatro folhas e a arruda, e vá até o cinema ou alugue um filme bem legal de preferência algum muito assustador, mais não assista sozinho, pois assistir filme de terror sozinho é o péssimo (o medo deve ser compartilhado)! :)

Obs: Conte-me alguma historia sobre a sexta-feira 13, pois adoro historias!

-Então, até breve (:

( Twitter: @a_dressah )

06 agosto, 2010

Pijama!



Você já parou pra pensar sobre a roupa que usa pra dormir?

Minha avó sempre me dá presentes estranhos. Teve um Natal que ela me deu um peso para papéis. Ela me entregou aquela pedra pintada, meio brega e falou, tímida como sempre: “é… é um peso pra papéis… Como você gosta de escrever, pensei que… Deve ter muitos papéis, né? E, agora, assim, você põe isso em cima e, se bater um vento, eles… Eles não vão voar né?”. Não, não vão voar, vovó, muito obrigada.

No meu aniversário, ela não fugiu à regra. Quando abri o embrulho, dei de cara com um pijama. Uma calça comprida e molenga, azul-clara, e uma blusa de manga curta. Achei estranho. Nunca usei pijama. Nem entendo muito qual é a proposta: pra dormir feliz, bastam uma calcinha (ou uma samba-canção, caso você seja homem) e uma camisa velha, não?

Não. Um dia, conversando com meus amigos, resolvi falar mal do presente da minha avó. As pessoas ficaram revoltadas! Todos eram, senão adeptos, pelo menos fervorosos simpatizantes dos pijamas. O_O Senti até uma certa discriminação por dormir de qualquer jeito.

O Rafa foi o primeiro a me deprimir. “Sempre usei! Não consigo dormir sem, dormir de pijama é a melhor coisa que existe!”, ele falou, animado, dando início ao que se transformou num debate sobre o tema: preferências sobre cores e comprimentos e um zilhão de outros misteriosos detalhes daquele novo e fascinante mundo dos pijamas.

Minha amiga Bruna foi além. Disse não só que dormia sempre de pijama como, aos Domingos, passava o dia inteiro com ele no corpo. Há anos que era assim e vivia feliz.

Desde então, fiquei tomada por uma estranha paranóia: para todo lado que olhava, pensava nas pessoas de pijama. Aparece o Lula na TV e eu o vejo com seu pijaminha vermelho (do PT) de short e manga curta. Ouvindo Ramones, pensei: como deve ser o pijama punk? E da banda Cine, será de cores quase fluorescentes, com blusa e calça de cores diferentes? Os jogadores da Seleção Brasileira usam um pijama oficial, da CBF? E os homens-bomba, têm um pijama islâmico? Durante momentos históricos, as pessoas também usam pijamas! Cabral, na caravela, dormia como? E os astronautas, têm seus pijamas da Nasa, com planetas desenhados?

Assombrada com esses pensamentos, resolvi falar sobre eles na terapia. Me disseram que era fácil resolver o problema: era só eu passar a usar pijamas. Convenhamos, depois de 15 anos, seria uma mudança muito radical. Quase como parar de comer carne ou de acreditar em Deus (ok, eu parei de acreditar em Deus). Mas fazer o quê? Vou tentar. Espero que funcione. E, querida vovó: da próxima vez, me dê um presente mais simples. Um novo peso de papéis, por exemplo.


Post por @biabrangioni