06 abril, 2010

Casou-se o meu primeiro amor!

Amooooores! Tive compromissos ontem (Terça Feira) e não pude atualizar o blog. Prometo que em qualquer post eu conto o que aconteceu nesta terça. Ok? Prometo mesmo! Agora vamos ao post de hoje. Respirem fundo, tirem um tempinho básico do seu dia e leia o post que o nosso amigo @MRKBCA fez e me mandou! É um super texto e vale muito a pena ler!


"Nossa história começou já na maternidade. Num dia ela nasceu e no outro foi minha vez de chegar.

Crescemos juntos, e acreditávamos que o destino tinha nos prometido um ao outro.

Das recordações magistrais, uma das mais gostosas é a de que todos os dias eu levava um buque de flores (feito com as rosas e plantas que vovó criava no quintal) pra ela.

Na era da inocência, nos amávamos com inocência e candura.

Porém, o mesmo destino que nos uniu numa inesquecível história, também nos separou para que cada um fosse escrever a sua própria.

Ela mudou-se de cidade, e ainda deve ter o caderninho de recordações onde todos os amigos lhe deixou mensagens, e onde eu, perdido sobre o que escrever, escrevi umas três paginas de não me lembro o que...

Foi a primeira vez que senti a dor da despedida, e o sabor amargo da saudade.

Nosso primeiro beijo não foi junto, nossa primeira transa foi com outras pessoas, mas nosso sentimento permanecia vivo em algum lugar dentro de nós.

Nos encontramos algumas outras vezes, e já crescidos e dominados pelos prazeres da adolescência, dividimos esses prazeres.

O destino (sim, o mesmo já citado aqui) a transformou numa bela mulher, sonhadora, forte, determinada, e me transformou num homem mundano, pondo fim a qualquer chance de um relacionamento. In ou felizmente (acho que nunca vou saber) eu nunca fui de ninguém, e não poderia ser dela.

De tudo, foi ficando a amizade que construímos, e o carinho, que acredito, tenha sido maior da parte dela, mas nem por isso mais sincero que o meu.

E no giro frenético da vida, apareceu alguém em sua história que a fez sentir vontade de transformar dois mundos em um só, e o convite dessa união, bateu em minha porta.

A notícia de que ela se casaria não me abalara, era normal ser assim, era normal ela seguir seu rumo. E na verdade, já podíamos prever que isso aconteceria, afinal foram alguns anos de namoro com o cara, e longos anos de namoro geralmente terminam em casamento.

Algum amigo (crescido com a gente e a par da nossa história) brincou cantando um trecho daquela música de Gian e Giovani que diz “...num cantinho rabiscado no verso, ela disse meu amor eu confesso, estou casando mas o grande amor da minha vida é você...”, dei risadas, mas não fui tão pretensioso de esperar essas palavras escritas no convite, embora acredite que essa música sempre me fará lembrar dela. Como tantas coisas fazem, pois eu sou assim, guardo as pessoas e os momentos especiais num lugar tão especial, que estão presentes no meu ser, a cada minuto, me remetendo a sentimentos que não se explicam.

Assim como não se explica os pensamentos que me atormentaram durante a festa. Tá, eu não fui na igreja, porque realmente fiquei preso no trabalho, e quer saber, foi melhor assim. Talvez eu pudesse me manifestar na hora do “...alguém tem alguma coisa contra esse casamento...”

Já na festa, quando anunciaram que os noivos estavam chegando, o meu coração acelerou. Mandei que ele se aquietasse, mas não me obedeceu. Me perguntei o que estava acontecendo.

Quando as portas do salão se abriram e ela entrou, a garganta deu um nó, o frio bateu na espinha e o brilho invadiu meus olhos. Sabe aquela sensação de “olha o que você perdeu”, pois é!

Linda e radiante ela adentrou. Estava feliz, era perceptível. E não posso negar que um sentimento estranho corroeu minhas veias quando vi a seu lado o homem que a levara pro altar. E enquanto todos aplaudiam a entrada dos donos da noite, eu me sentei e me afoguei num copo de whisky, deliciando-me com um rápido filme de minha vida, numa fase de inocência e candura, ao lado de uma linda garotinha que gostava de brincar com meu Comandos em Ação, enquanto eu brincava com sua Barbie (fazer o que? As loiras sempre me atraíram!!!).

Olhei ao redor e vi que eu não tinha o direito de contaminar, com minha melancolia, a felicidade daquela noite, então, fui também ser feliz, do jeito mais errado, mas do jeito mais certo quando uma certa dor de cotovelo nos acontece. Enchendo a cara.

E como o álcool e eu não nos damos muito bem, em pouco tempo estava eu completamente de porre, dando em cima de todas as mulheres da festa, levando um fora de todas elas, mas me comportando bem, se assim posso dizer.

E não, até aqui, eu não tinha cumprimentado os noivos. Ela, por não saber qual seria minha reação ao olhar em seus olhos, e ele, por não saber qual a reação dele ao olhar pra mim, porque, afinal de contas, sua simpatia comigo nunca foi das melhores, e acho que não preciso dizer o porque.

Mas o destino (o velho destino...) me colocou frente a frente com ambos, e se isso fosse uma novela, esses dois momentos seriam os capítulos de maior audiência.

Ele encontrei no banheiro, onde coincidentemente só havia nós dois. Fiquei esperando por alguma cara feia, palavras do tipo “vai embora”, “o que você ta fazendo aqui” ou sei lá, mas tudo que recebi foi um “e ai”. Com o primeiro passo dado por ele, dei o segundo e peguei na sua mão, lhe dando os parabéns, saindo dali logo em seguida.

Claro que a cena teve o seu teor de sarcasmo, pois eu havia acabado de mijar, e não tinha lavado as mãos.

Ela, esbarrei na pista de dança, enquanto, vergonhosamente, eu dançava ao som de alguma música dos anos oitenta.

Nossos olhos se cruzaram e parece que naquele momento, toda a música cessou, toda a bebedeira sarou e todas as pessoas sumiram. Pensei em tira-la dali, roubar algum carro e sair sem rumo. Protagonizar um cena dos mais loucos e delirantes filmes de Hollywood; ser, pelo menos uma vez na vida, um louco levado pelos seus delírios.

Mas não, tudo se limitou a um gélido abraço e tímidos, porém sinceros, votos de felicidades. Porque por maior que fosse a sensação de perda que eu sentia, não podia desejar a ela nada menor do que a felicidade.

Depois disso, senti a sensação de dever cumprido e tudo o mais perdeu a graça, com certeza por culpa dos tantos copos de whisky, pois a festa estava excelente.

E antes que eu roubasse a cena entrando num coma alcoólico e desmaiando no meio do salão, enquanto uma pontinha de lucidez ainda soprava lá no fundo, mas bem no fundo da minha consciência, deixei o lugar e fui embora.

Ainda na porta, olhei uma última vez pra traz, pus dois bem casados no bolso e senti uma lágrima rolar em minha face.

Não que eu estivesse triste, mas é que acredito, os primeiros amores não deveriam se casar...pelo menos não na nossa frente!"


Gostaram, né? Então comente. Que o texto foi super legal! Um super beijo a todos e agradeçam ao tweeteiro @MRKBCA. ♥

11 comentários:

Sabrina disse...

nooossa. perfeiito ! adooreei *-*

Sávia disse...

NOssa que LIIINDO! QUase chorei aqui.
Praticamente um história de novela:)
Nem sei ao certo o que falar.
MAs depois de ver tanta tragédia ontem, posso pelo menos me lembrar que existem histórias de amor por ai que amenizam qualquer dor :)
Boa quarta chuvosa e provavelmente sem trampo ou facul (pelo menos pro pessoal do RJ). :**
@Savi_ah

tayna disse...

nossa que lindo! eu chorei eu estava torcendo pra eles ficarem juntos!3
@thamoreti

Lucas disse...

Grande André Cavalini, vulgo kbçao, eu tive o prazer de acompanhar essa história de perto e tenho toda certeza ao afirmar que essa história teve um final feliz. Ela casou tá com seu marido (devia falar o nome só pra ver o circo pegar fogo =p), e você vem construindo seu final feliz... Dia-a-dia.

G. disse...

nooossa, menino, eu AMEI esse texto, namoral. muito bem escrito. parabéns :)
@kissandcheese

Kamila Cabral disse...

Sem palavras!
Linda história! sinto o cheiro de ter sido baseada em fatos reais. *----*
e fez lembra do meu primeiro amor era tão bonitinho :D
Mas o garoto hoje em dia é um "ninguém" e não liga pra nada :s -q
Porque o homem nunca repara nas pequenas coisas e faz tudo errado? Era óbvio que se o cara tivesse ido atrás dela antes do casamento poderia estar com ela.
Ai parabéns! linda história!
@mila_cabral

Arabella disse...

Sou fã desse cara!!!

pensanteativa disse...

posso dizer que simplesmente amo o Dé....

JAYME LIMA disse...

Uma mensagem muito linda.
Parabéns para o autor.

acesse www.blogdojaymelima.blogspot.com

aceese as mais antigas de minha autoriaa e deixe um comentário

Cassinha disse...

Eu como mãe,sou a mais orgulhosa e apaixonada por esse filho lindo,maravilhoso,amoroso e cheio de tds predicados e qualidades que existem e feliz da mulher que conquistar o coração desse homem ímpar ...filho eu te amo.

Rosangela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.